Sessões Coordenadas

SC 1 -  Transpolítica e práticas de insurgência: enfrentamento às violências transfóbicas nos espaços institucionais no Brasil e na América Latina

Lívia de Azevedo Silveira Rangel - Doutora em História Social (USP)

Hiata Anderson Silva do Nascimento - Doutor em Educação em Ciências e Saúde (UFRJ)

Izabel Rizzi Mação - Doutora em História Social das Relações Políticas (UFES)

 

O Brasil se tornou nos últimos anos o país que mais elege pessoas trans e travestis para cargos legislativos. Realidade acompanhada por outros Estados latino-americanos que também começam a apresentar maior representatividade nesse sentido. Sendo o Brasil, e a América Latina, o país e a região que apresentam os maiores índices de violência e extermínio da população LGBTQIAP+ no mundo, a concomitância desses dois aspectos nos coloca diante de reflexões urgentes. Uma delas revela particularidades a respeito das ações de ofensa, ameaça e ataques que caracterizam a violência política de gênero. Além do machismo e da misoginia, a cisnormatividade, a transfobia e o racismo intensificam a faceta estrutural de um sistema político excludente. O que leva a que mulheres trans e travestis, em especial mulheres negras transgêneras, enfrentem uma carga de violência política ainda mais desproporcional. O Simpósio Temático pretende colocar em pauta as violências políticas contra pessoas trans bem como as práticas de insurgência e os projetos transformadores de sociedade que mobilizam e organizam coletivamente o ativismo, as candidaturas e/ou os mandatos parlamentares de pessoas com orientação sexual e identidades de gênero não-normativas. De maneira ampliada, também se propõe a receber pesquisas que analisem a dimensão política e subjetiva dos corpos e das vivências trans no contexto brasileiro e latino-americano nas mais diversas esferas.

 

SC. 2 Mulheres negras na política: interseccionalidade entre gênero, raça e classe

Alex da Silva Ferrari - Doutor em História Social das Relações Políticas (UFES)

Mirela marim Morgate - Doutora em História Social das Relações Políticas (UFES)

 

Quase um século depois da conquista do direito feminino à participação política no Brasil, a presença das mulheres nesses espaços de poder permanece ínfima. A falta de representatividade de mulheres na política brasileira é ainda mais grave quando se soma a questão de raça e de classe social. Diante das inúmeras dificuldades que englobam violência, racismo e sexismo, são poucas as mulheres negras que conseguem atuar na política partidária. A partir de uma perspectiva interseccional, entre gênero, raça e classe, a proposta deste simpósio dar visibilidade à pesquisas que problematizam a presença de mulheres negras na política brasileira.

 

SC 3 - O papel das mulheres no Novo Mundo: o cotidiano feminino no Brasil colonial

Juliana Sabino Simonato - Doutora em História Social da Cultura (UFMG)

Jadir Peçanha Rostoldo - Doutor em História Social (FFLCH/USP)

 

O objetivo do presente Simpósio Temático é dar maior visibilidade as relações de gênero que envolviam a América Portuguesa, pois o processo de conquista deu muita ênfase a figura masculina. No entanto, sabemos que as mulheres estiveram presentes na formação da sociedade colonial, principalmente no mundo do trabalho. Por isso, nosso intuito será discutir como era o cotidiano feminino e seu protagonismo no Brasil colonial.

 

SC 4 : Estudos de Gênero na área de Antiga e Medieval: desafios e perspectivas

Gilvan Ventura da Silva (DHIS/PPGHIS/UFES);

Érica Cristhyane Morais da Silva (DHIS/PPGHIS/UFES);

Belchior Monteiro Lima Neto (DHIS/PPGHIS/UFES).

 

Os estudos de gênero na área de História Antiga e Medieval se consolidou como um importante espaço de debates e significativas interpretações históricas. Estes ampliam nossa compreensão das sociedades clássicas, pós‑clássicas e medievais, diversificam os sujeitos históricos, amplificam vozes. Pela importância dos estudos de gênero nas reflexões desenvolvidas pelos historiadores de História Antiga e Medieval que propomos o presente Simpósio intitulado Estudos de Gênero na área de Antiga e Medieval: Novas perspectivas e desafios, como parte da programação do Engênero IV 2023, para acolher, debater e difundir novas pesquisas e práticas de ensino que abordem temas da História de Gênero, História das Mulheres no contexto da Antiguidade, da Idade Média entre as sociedades clássicas e africanas.

 

SC 5 – Gênero em debate: teorias, memória e historiografia de um conceito.

Júlio César Bentivoglio - Doutor em História Econômica (USP)

 

Os estudos de gênero no Brasil têm um longo histórico de debates e aplicação analítica. São diversas as linhas teóricas, abordagens bem como os objetos e problemas enquadrados por diferentes pesquisas. A historiografia produzida entre nós permite identificar uma memória, senão memórias plurais, de um campo em permanente construção e consolidação ao longo dos anos.  Este simpósio temático procura abrigar comunicações voltadas para discussões teóricas, analisando autores e autoras devotadas aos estudos de gênero – no Brasil e no exterior –, agendas de investigação, grupos de pesquisa, eventos, produção bibliográfica, enfim, historiografias conectadas em torno de um conceito, capturado em sua abrangência e complexidade.

 

SC 6 Violências de gênero contra as mulheres: narrativas e enfrentamentos.

Érika Oliveira Amorim Tannus Cheim

Doutora em História Social das Relações Políticas (UFES/UEMG)

 

Este Simpósio Temático objetiva agrupar pesquisadorxs que discutem as diversas formas de violências de gênero e sua relação com a violação dos direitos humanos das mulheres, seja nos espaços domésticos ou institucionais. O momento atual é marcado por perdas, ameaças e retrocessos que têm impactado os direitos conquistados e às políticas públicas voltadas para as mulheres. A contestação da concepção de gênero como construção social e o enfoque na moral sexual cristã, pautada na família e nos arranjos heterossexuais superam contextos locais, regionais e nacionais e, desse modo, vivenciamos inúmeros casos de violências contra as mulheres em diferentes espaços, seja no ambiente doméstico e familiar, no trabalho, nas universidades, e/ou na política. Desse modo, buscamos compartilhar estudos que estejam voltados às dimensões sócio históricas de todas as mulheres e suas pluralidades, interseccionalidades, subjetividades, narrativas e enfrentamentos.

 

 

SCT 7 Mulheres protagonistas: violência política de gênero e múltiplas formas de atuação e liderança. 

Janine Gomes da Silva

Doutora em História (UFSC)

 

Joana Maria Pedro

Doutora em História Social (USP)

 

Este Simpósio pretende contribuir com a História das Mulheres no Tempo Presente, no Brasil e em diferentes países do Cone Sul (Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai). Pretende-se conhecer a história de mulheres que se tornaram lideranças em diferentes campos de atuação e cuja trajetória precisa ser conhecida para inspirar novas gerações, combater os preconceitos e violências de gênero e compreender os processos atuais de disputa entre feminismos e anti-feminismos.  Também pretende-se conhecer pesquisas que contribuam com novas reflexões sobre a redemocratização vivida nesses países, ampliando os debates sobre a ideia de democracia e a participação das mulheres na política.

 

SC 8 O poder simbólico e o lugar das mulheres nos espaços sóciopolíticos da sociedade

Thaís Machado de Andrade (UVV) - Doutora em Direitos e Garantias Fundamentais (FDV)

Maria Angela Rosa Soares - Doutora em História Social das relações Políticas (UFES)

 

O presente Simpósio Temático visa oportunizar o encontro de trabalhos que discutam as condições socioculturais e históricas que condicionam as mulheres aos diversos lugares sociais na sociedade brasileira. Busca apresentar pesquisas que analisem os condicionantes que perpetuam a manutenção dos espaços subalternos às mulheres considerando uma perspectiva interseccional, ou seja, que analisem as questões de classe, raça/etnia/cor, gênero e orientação sexual e outros marcadores sociais na sobreposição de violências, exclusões e restrições dos espaços de atuação na vida social dificultando o rompimento das distinções de gênero historicamente presentes.    

Pretende-se analisar como o poder simbólico, na perspectiva bourdieusiana (Bourdieu, 2009), se mantém no processo de socialização de homens e mulheres reproduzindo a dominação masculina que situa os homens nos espaços de poder, prestígio e privilégio e que produzem o índice de violências contra as mulheres em nível crescente, mesmo com os avanços da legislação e a implementação de políticas públicas de proteção às mulheres.

 

SC 09 Resistências, violências e negociações: a atuação de mulheres latino-americanas na política e cultura dos séculos XX e XXI

Camila Bueno Grejo - Doutora em História social – UNESP/Assis

Ana Beatriz Mauá Nunes - Doutoranda em História Social – FFCH/USP

 

Desde fins dos anos 1960, a efervescência da chamada “Segunda Onda” do feminismo inspirou transformações de caráter social, político e epistemológico. Os movimentos feministas atuantes nesse período denunciaram as opressões vividas pelas mulheres, salientando como as práticas discriminatórias resultavam na sua exclusão das esferas do trabalho e da política institucional. Tais reflexões também passaram a ser objeto de pesquisa de filósofas/os, historiadoras/es, sociólogas/os e cientistas políticas/os, cujo objetivo era investigar como tal exclusão se constituiu ao longo da história e quais especificidades a caracterizavam, considerando as especificidades do tempo e do espaço em que viveram. Ao longo das décadas, os debates em torno do campo da História das Mulheres e da História das Relações de Gênero se intensificaram e complexificaram. Além da expansão das esferas de interesse, tais pesquisadores/as demonstraram que as práticas de pesquisa de mulheres na História deveriam não apenas incluir tais figuras nas pesquisas, mas era necessária uma revisão dos próprios paradigmas teórico-metodológicos. Assim, as próprias ferramentas de pesquisa foram revistas, pois frequentemente se buscavam insuficientes para compreender a atuação das mulheres na História. As noções de política, público, privado, trabalho e reprodução foram revisitadas, almejando, inclusive, a aplicação desses conceitos, com o propósito de compreender a atuação das mulheres.

Seguindo essa perspectiva, nesse simpósio temático, temos como propósito reunir pesquisadores/as que investiguem a atuação das mulheres nas esferas da cultura e da política latino-americana nos séculos XX e XXI, atentando para os vários tipos de violências que compõem o meio em que atuam.

 

 

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